a funhouse (fabio sola penna)
Eu não estava animado. Cheguei sem muitas pretenções
para a passagem de som, e dei de cara com os problemas de sempre e passei
por eles sem dar muita importância, já estava até
acostumado. “Eu toco sentado. Eu canto também. Eu preciso
de um direct box pro teclado. Eu toco guitarra também.”
Que cara chato! Mas eu estava tão desanimado esse dia por causa
do show do dia anterior que nem liguei. Voltamos para o hotel, nos arrumamos,
e fomos para a Fun House. E eu desanimado. Sentamos na mesinha redonda,
conversamos. “Vai beber o que Fabio?”. “Água!”
Não... não podia ser. Não mais uma vez esse desanimo. Pensei em dar um jeito nisso e pedi logo a caipirinha. Pronto! Fui pra pista dançar, voltei, tomei outra. E estava no ponto certo para o show.
Durante o show eu não podia levantar,
não havia espaço, mas o nosso inseparável amigo
Cova me abasteceu de caipirinha o show inteiro. E a si próprio
também. No final do show, como sempre íamos tocar Sompras
por Aqui. Na hora do refrão, o Cova me tomou o microfone e cantou.
Fui ao delírio. O show estava ótimo e aquilo foi o que
faltava. Criou-se naquele dia o clássico momento do “Volta
pra casa”. Que nunca mais deixou de acontecer! Valeu Covinha!
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